De ontem a noite para hoje aconteceram coisas que me fizeram pensar, logo coisas ruins. Pude concluir algumas coisas, a primeira deriva de um acidente, esqueci meu celular em casa, fiquei desplugado do mundo o dia todo e pensando, “se alguém me procurar?”, é estranho, nos prendemos a essas coisinhas e acabamos ficando reféns, cada vez que queria ver a hora, procurava na mochila nada, tinha que perguntar pra outras pessoas que pegavam seu respectivo aparelho e respondiam sorridentes, certamente um deboche inconsciente com o esquecimento da minha pessoa. Ao chegarem casa só me lembrei do aparelhinho quando estava na ama pronto para dormir, levantei esbarrando na cadeira, peguei ele e vi o que tinha certeza, mas temia. Nenhuma chamada, nenhuma mensagem. Não foi surpresa, foi constatação, confirmação, mais um dado pra reforçar o que eu penso e provar que minha visão não tem nada de distorcida da realidade. Bom, o pouco sono que havia se foi, fui para o super Y!mail, lá não é surpresa encontrar a caixa cheia de spams e só isso, mas cometi um pecado, fui dar uma olhada no histórico e em mensagens que tinha enviado, a sensação de que ao tempo passar eu me torno mais e mais chato foi forte, bem como de que o culpado pelas coisas que acontecem (será que acotecem? ainda não sei…) sou eu, exclusivamente. O tempo muda tudo, mas alguns de forma drástica. Preciso é ver meu lugar, ou não-lugar, talvez seja a saída para isso. Não sei porque essa fé cega na possibilidade de ser feliz que só traz decepção e dor.
March 9, 2006
Não sou de abandonar quem sempre deu a mão…
Textos pro blogger em produção (na verdade um monte de idéias incompletas salvas no bloco de notas…).
Logo publico.
February 22, 2006
O fantasma da desistência
Posted by jonascastilhos under Alegoria, Ambíguo, Imbróglio, Passado[34] Comments
Em busca do erro original, eis a caminhada a seguir, quando encontrar o início, a causa, o motivo, ali estará a solução para o problema atual. Será?
Bueno, na verdade isso não importa muito no momento, porque as coisas acontecem e o rio segue seu rumo. É preciso dar tempo as preocupações imediatas e analisar, levando em conta erros do passado, e foi nesse processo de pensar o que acontece que me peguei fazendo as mesmas coisas que sob a ótica de hoje considero errado, e voltei a uma das origens, o platônico mal resolvido por falta de insistência.
Se o desejo é alcançar algo, insistir é o caminho, aceitar a derrota é causá-la, e fiz de novo, mas aí vem o momento racional. Será que o inconsciente não está se defendendo de algo indesejável, ou o inconsciente que ocasionou o ato, porque pensado não foi. deve ter sido motivação pós-Maritê, a síndrome de super-homem que tem a chave pra todas as portas.
Enfim, não sei o que foi, se errei em tentar ou se a falha foi no não insistir, mas os atos que aconteceram acarretaram um processo de reflexão que proporcionou esse texto e alguma retomada de idéias, a principal é que minha insistência, aparentemente sem motivação lógica, naquilo que causa mais dor talvez seja o caminho que encontrei pra ser feliz e o criado, não idealizado e sim pós-idealizado que substituiu a pré-idealização, desconstruída no primeiro momento, os meus problemas não são o medo de amanhã não ter ou de ser abandonado, pelo menos não é isso que me move, acho que o inconsciente está tentando ser feliz e os dramas cotidianos são os fortalecedores desse momento, ou de mim, sofro por antecipação não por erro e medo e sim como preparação para o momento posterior, mas é evidente que se me fortaleço não cairei nos obstáculos que hoje me atrapalham.
Os tortos caminhos que me levam ao que quero sem querer nem saber de onde vem a ser querida por mim, sei que pode parecer confuso, mas a quero, bem, esses caminhos não são ilógicos, são parte de uma cadeia que fortalece a relação mesmo com a distância porque estou a afastar fantasmas e a destruir moinhos de vento, e quanto a outra, bem, não foi porque não podia ser, a não insistência é a vã manifestação do inconsciente em pró de alguém, de algum caminho, da felicidade tal e qual ela se mostra firme e sorridente, mesmo que a distância machuque, é preciso ver o fortalecimento do eu sem o qual não existiria a relação, quem sabe esse exílio seja apenas o momento que está para propiciar o nós, afinal sem eu, não há nós, já que a relação pressupõe duas pessoas, e se não for “à moda igualitário”, não quero brincar de casal. Vou ser um e te espero, mas depois disso tem que ser junto, próximo, mesmo que aos poucos, acho que talvez comece a ter até paciência, é os ventos mudaram, e mudei.
February 16, 2006
A boa e velha tática de sair pela tangente…
Bom, os últimos dias tem servido pra demonstrar quão grande é a minha capacidade de fazer tempestade em copo d´agua. Eu sempre consigo ver o lado ruim das coisas e por medo de coisas que não existem não aproveito os bons momentos.
Esse ano começou cheio de novidades, não tive que aturar a praia, conheci pessoas maravilhosas (conheci nesse caso engloba me aproximar). E também arrisquei na minha esfera mais dolorosa. E por incrível que pareça, nenhum erro até agora, só coisas boas que me fizeram sentir maravilhoso. O que tem me machucado ultimamente é a maldita mania de querer estar prevendo cada passo e de querer proteger todos, para isso, limitando suas possibilidades de escolhas. Acabo tirando a liberdade da pessoa em nome de sua felicidade, mas afinal, quem tem que escolher os caminhos?
Eu quero muitas coisas que são contraditórias, mas viver é contraditório. Impossível encontrar a tal coerência, e cada vez mais vejo que só o que importa é ser felizx e estar em paz consigo mesmo, é claro, respeitando quem está em volta, e respeitar é dar espaço e permitir que o outro também manifeste suas vontades e construa.
Dado isso, é evidente que vou tentar não fechar portas, mas sim deixa-las abertas pra que quem queira entre, só não fique esperando que eu vá te buscar pela mão, afinal, se dou liberdade quero ser o resultado de uma escolha livre.
Aberto, e tranquilo, sem com bem menos medo do futuro. Assim estou agora, mas isso muda muito rápido…
February 14, 2006
As vezes precisamos fazer coisas mesmo sem que a vontade para tanto seja muito forte. Hoje preciso escrever aqui, mesmo sem vontade para tanto. Talvez “verbalizando” o que anda passando na minha cabeça se torne mais fácil compreender tal fenômeno e como agir.
Minha cabeça parece que passa por uma grande tempestade, um grande furacão. Planejei o plano ideal, o perfeito, aquele que considerava inalcançável, mas de repente ele foi se tornando realidade, e estava cada vez mais perto do que sonhava. Mas isso não era mais o que sonhava, ou já não me bastava mais. E estou confuso. Sei que quero, tenho, e não tem me feito bem.
Não confio em mim mesmo, e não sei o que busco, não entendo o que sinto, e não sei como agir. Que direito tenho de exigir que saibas por que caminhos andar? Me convenço cada vez mais que nada vai funcionar antes de eu me resolver e entender de onde vem essa necessidade de sofrer, de ver o lado ruim das coisas, de ficar preso a fantasmas cuja existência tenho dúvidas.
E pra completar o caos, a tempestade, a indecisão e me deixar mais perdido, aparece um fato novo, bom e que me traz um sorriso sincero sempre que lembro. Obviamente fiz questão de fechar essa porta que podia me fazer feliz, só por orgulho. Que merda, to cansado de cometer erros por esse orgulho bobo e mais cansado ainda da minha incapacidade de voltar atrás quando errei. Não entendo porque fujo do que quero, ou do que pode me fazer feliz. Fico criando mil e um motivos pra tudo dar errado, sem a minima comprovação de que as coisas se dão assim mesmo.
Agora o que vai acontecer? Me sinto tão inútil, tão desnecessário, tão descartável que não tenho vontade de continuar essa brincadeira de viver por aí, com falsos sorrisos e falsa alegria. Tudo que me prende é um pouco fácil pra mim, mas tem pessoas presas a essa teia que não me entenderiam e sofreriam e saída que traz mais sofrimento para os que amo não é alternativa agora. Mas a vontade de continuar é infíma, a motivação nula, e dessa vez não é o medo o maior obstáculo, sou eu mesmo, minha forma de agir. Nunca vou sair desse lugar e é doído essa história de ser coadjuvante.
Acontecem coisas boas no marasmo total e quando penso que posso ser feliz por esse caminho, fica claro que não passou de mais uma ilusão, que acreditei porque sou bobo mesmo. Que merda, saber que um caminho pra ser feliz está fechado ou pior, nunca esteve aberto. Não estou acostumado com essa coisa de felicidade de um dia e não posso mais brincar disso, as feridas que são abertas são por demais doloridas pra que siga fazendo isso. Foi bom, me fez bem, me senti feliz de verdade e acreditei no início de algo muito bom. Óbvio que não né idiota, coisas muito boas não acontecem para quem não merecem, tão pouco caem do céu no nosso colo. Que merda, porque não foi só mais uma, seria bem mais fácil, assim voltava pra coisa idealizada que tenho mais forte e acreditando que esse eraq o caminho que restava a ser feliz.
Aí de repente, tenho sinto o que achava impossível sentir e sinto o gosto de não ser tão desprezível quanto tinha certeza ser, pra no momento seguinte ver que aquela coisa de se sentir gostado não era nada mais que engodo e que é evidente que era desprezível e não vai mudar do dia pra noite por alguém que cai do céu.
Chega de falar, dói falar e dói muito mais pensar.
February 10, 2006
Estrutura estruturada
Posted by jonascastilhos under Alcoolizado, Alegoria, Ambíguo, Contingência, Imbróglio, Mistificação[2] Comments
Vivemos bailando na conjuntura, aquela móvel que se movimenta ao prazer dos ventos e mantemos a estrutura intacta. Mas a estrutura não é fixa, quando falamos da mesma neste sentido mais psi, ela foi construída pela experiência, logo pode ser alterada, mas as defesas da mesma são fortes e se baseiam também em quem mais conhece o terreno, o nosso inconsciente que arma armadilhas pra proteger a construção. Sorte nossa que esse inconsciente não é intocável e tampouco imutável, e dificuldade para modificar é claro que estará presente, mas, quem peleia alcança, mesmo que demore. Se contentar com pouca coisa por medo de perder o que na verdade não se tem é de dar pena. Quando se pode muito, se deve lutar, pois quem luta, perde muito, mas também tem a sensação do combate que quando comparado com a inércia demonstra suas vantagens.
February 9, 2006
Porque diabos é tão difícil dizer o que sentimos? Perde-se tempo pra caramba com coisas que não mereceriam a menor consideração. E talvez quando eu perceber que “quem não tem nada não sente falta de nada” seja tarde e esse nada só seja real devido ao atraso que tive pra perceber o que tinha. Será que tenho? Porque fazer de conta que não e jogar desse jeito? Se sim, diga que sim, e faça o que sente. As migalhas me alimentam mas também me tornam frágil, sujeito a sorrisos e pessoas que dediquem o mínimo de atenção por pouquissímo tempo. Sem arrependimento nenhum, porque, afinal, fazer o que sente no momento que sente é a única coisa que vale a pena. Inegável dizr que é um alívio ser sincero e se sentir “gostado” mesmo que só por hoje. Mas construções feitas as pressas são frágeis, e planta que não regamos não cresce.
February 7, 2006
João.
Todos passos calculados, devido as experiências traumáticas e a triste sina de ser sempre subestimado, ou é isso que sente, mas João resolveu não mais cair nessas, não ser mais gentil, não demonstrar a preocupação que sempre sente, ser mais frio e porque não um puco mais egoísta, o fardo tem sido pesado, afinal, o mundo pesa.
Ele sempre acreditou no amor, como sendo aquilo que move o mundo, o maior de todos os sentimentos, porém sem nunca tê-lo sentido, segundo seus pensamentos, porque não estava na hora, porque se as coisas mais banais tem hora porque seria diferente com o mais importante?
Seus dias eram ocupados com as aulas intermináveis e seu trabalho, no banco. Ele não gostava de nenhum dos dois, quando escolheu fazer vestibular para publicidade, o fez sem pensar muito, afinal, já que não sabia o que queria e do que gostava, pouco importava o caminho que ia seguir. E não ia passar no vestibular mesmo, nunca fora aplicado aos estudo e tampouco teve sorte. Mas o imprevisto aconteceu, e ele agora era estudante de universidade federal, a oportunidade para finalmente sair de sua casa e respirar aliviado.
Sua vida em casa era monótona, pouco se falava naquela casa, cada um de seus dois irmãos vivia o tempo inteiro no quarto enquanto a mãe se multiplicava para dar conta dos afazeres domésticos. O pai sempre almoçava em casa, momento sagrado segundo ele, no qual o silêncio é essencial. Nada de ruim acontecia na casa, nada de bom, nada enfim, mas mesmo assim ele almejava ir pra capital, e estudar era a única saída.
(continua.)
February 6, 2006
O que é fugir de algo e quais as suas variações. Notei que fugir pode ser ou não uma boa saída, geralmente não é, mas quais fatores fazem dessa uma boa ou má escolha? Bem, vamos por partes…
Primeiramente a fuga tem que ser causada por algum motivo, e tem que levar a algum lugar.
Quais tipos de motivação? A mim me parece ser a mais comum o medo, que também tem várias causas distintas, pode ser de errar, de lutar, de perder e até mesmo de ganhar. Outra é a insegurança, geralmente motivada por experiências anteriores frustradas, ou por fantasmas sem a mínima sustentação empírica, criado e forte como um castelo de areia na véspera da maré mais alta do ano.
E ao que leva (ou para onde…)? Bom, geralmente é uma boa saída quando a convencimento por parte da criatura que fugiu de que assim evitara coisas ruins, estará se protegendo ou formando uma nova realidade com melhores perspectivas. O problema desse teatro maravilhoso e coerente é que ele não tem como ser sustentado porque parte de ilusões, e é desde o início falso. De que adianta se sentir seguro se a base disso é o medo de encarar o que acontece? Vale a pena se auto-enganar, sabendo que, em caso de tombo ou crise de realidade a queda será maior? Bom, acho que por isso que o destino de quem foge é ter cada vez mais suas possibilidades de fuga enfraquecidas.
Então, chego onde queria (pulando etapas por preguiça de escrever mais…). O sorriso de quem foge é tão duradouro quanto chuva de verão, e tem por tendência se enfraquecer cada vez mais.
Logo, encara mesmo que seja mais chato! É melhor assim.
February 5, 2006
Nossa, tenho encontrado formas diversas de estar em atrito com o que penso sem ser nas tempestades, quer dizer, ainda no meio do vendaval, mas num lugar seguro e tranquilo, podendo ouvir apenas as batidas de um coração que nesse momento está sincronizado com o meu, sendo um só o som que surgem no silêncio contra o medo de errar.
Decidi não fugir como forma de me proteger, ao contrário, segui o que sentia. Fui em frente e consegui sentir algo que não sentia a muito tempo e que achei que nem existia mais. Mas, como tudo que faz bem, isso passou e é hora de voltar a realidade e construir as coisas de forma racional, e não tão frágil quanto essa coisa de acreditar no que sentimos.