No Olímpico, me sinto em casa.

As pessoas em volta com algo em comum, algo forte, que move, fascina, faz sonhar e sofrer.

A alegria une as pessoas, mas com certeza a dor é mais eficiente nisso.

Hoje estava só em casa, no Monumental, sem amigos, sem ninguém por perto que me conhecesse e assim, me senti livre, depois de tanto tempo preso no olhar dos que me reconhecem.

É bom ser mais um na multidão, sem palco, sem holofotes. Apenas eu e meu Grêmio.

Eu consigo pensar, sentir melhor eu mesmo. O silêncio do meu quarto é agonia, o canto no estádio é tranqüilidade.

***

Bem, e quanto a pequena que vinha me aporrinhando a tranqüilidade, sobretudo no silêncio é agora um mal superado.

Poucos problemas resistem a um bom processo de racionalização.

Logo, o lugar ao lado está vago; *-*