Em busca do erro original, eis a caminhada a seguir, quando encontrar o início, a causa, o motivo, ali estará a solução para o problema atual. Será? 

Bueno, na verdade isso não importa muito no momento, porque as coisas acontecem e o rio segue seu rumo. É preciso dar tempo as preocupações imediatas e analisar, levando em conta erros do passado, e foi nesse processo de pensar o que acontece que me peguei fazendo as mesmas coisas que sob a ótica de hoje considero errado, e voltei a uma das origens, o platônico mal resolvido por falta de insistência. 

Se o desejo é alcançar algo, insistir é o caminho, aceitar a derrota é causá-la, e fiz de novo, mas aí vem o momento racional. Será que o inconsciente não está se defendendo de algo indesejável, ou o inconsciente que ocasionou o ato, porque pensado não foi. deve ter sido motivação pós-Maritê, a síndrome de super-homem que tem a chave pra todas as portas. 

Enfim, não sei o que foi, se errei em tentar ou se a falha foi no não insistir, mas os atos que aconteceram acarretaram um processo de reflexão que proporcionou esse texto e alguma retomada de idéias, a principal é que minha insistência, aparentemente sem motivação lógica, naquilo que causa mais dor talvez seja o caminho que encontrei pra ser feliz e o criado, não idealizado e sim pós-idealizado que substituiu a pré-idealização, desconstruída no primeiro momento, os meus problemas não são o medo de amanhã não ter ou de ser abandonado, pelo menos não é isso que me move, acho que o inconsciente está tentando ser feliz e os dramas cotidianos são os fortalecedores desse momento, ou de mim, sofro por antecipação não por erro e medo e sim como preparação para o momento posterior, mas é evidente que se me fortaleço não cairei nos obstáculos que hoje me atrapalham. 

Os tortos caminhos que me levam ao que quero sem querer nem saber de onde vem a ser querida por mim, sei que pode parecer confuso, mas a quero, bem, esses caminhos não são ilógicos, são parte de uma cadeia que fortalece a relação mesmo com a distância porque estou a afastar fantasmas e a destruir moinhos de vento, e quanto a outra, bem, não foi porque não podia ser, a não insistência é a vã manifestação do inconsciente em pró de alguém, de algum caminho, da felicidade tal e qual ela se mostra firme e sorridente, mesmo que a distância machuque, é preciso ver o fortalecimento do eu sem o qual não existiria a relação, quem sabe esse exílio seja apenas o momento que está para propiciar o nós, afinal sem eu, não há nós, já que a relação pressupõe duas pessoas, e se não for “à moda igualitário”, não quero brincar de casal. Vou ser um e te espero, mas depois disso tem que ser junto, próximo, mesmo que aos poucos, acho que talvez comece a ter até paciência, é os ventos mudaram, e mudei.